não sei se luz se vento
não sei que força
me derruba
hoje
no oculto de quem sou
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30.10.07
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28.10.07
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22.10.07
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19.10.07
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passaste por este bloco apaixonado, primitivo, alucinado, obscuro, rumoroso, desprendido, fatigado, perseverante, abrasado – como se fosses apenas uma visita subtil da brisa irrompeste por este campo silencioso, inquieto, duríssimo, taciturno, abjecto, obstinado, espesso, inventado – como se mais não fosses do que uma fresca brisa matinal visitaste esta pequena ilha cruel, à deriva, transparente, dissolvida no seu sal, estéril, fantástica, humilde, incandescente que foi o meu corpo, o espaço vulnerável do meu comércio.
E abandonaste-me.
Num deserto que não conhecia.
Com uma casa inteira para percorrer com os meus passos por dentro da noite.
Ou fui eu quem te
abandonou?
Casimiro de Brito
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16.10.07
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